26/12/07

Sem Título

a veia tece o tino
da esparsa via que ejacula
um soneto de agrura
onde a vida sobe ao passo
que o demais escorre

a mesma voz
que me soprou
em sonhos escuros
da nova peça no tabuleiro
disse também que
hora dessas
o arrependimento
há de consumir
o que lhe resta
gritar o que lhe falta
e nem a mão na testa
há de calar o seu remorso

em contrapeso
lhe desejo
boa sorte.


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